Aprovação na OAB: Por que a trajetória é tão difícil?

Por André Mota, com a colaboração de Joffre Melo.

Sempre quando é publicado o resultado do Exame de Ordem, muitas pessoas acabam provando o “amargo” gosto de uma suposta derrota.  Algumas pensam até em desistir, fato esse comprovado através das inúmeras mensagens que costumeiramente recebo nessa época. Por isso, resolvi responder à pergunta acima através destas singelas linhas.

Longo caminho

Bem, na verdade, a trajetória é difícil porque ela não começa após a colação de grau no curso de Direito. Talvez as pessoas se sintam “cansadas”, justamente por enfrentar “batalhas” desde a ocasião em que ingressaram na faculdade.

Divido essas “batalhas” em duas modalidades: as de natureza ACADÊMICA e as de ordem PESSOAL, todas elas responsáveis pela pressão psicológica, cansaço e desânimo daqueles que almejam um “lugar ao sol”. Enumero-as abaixo, sabendo que você poderá não se encontrar em algumas, mas, com certeza, estará incluso na maioria delas.

As de natureza ACADÊMICA são:

1) Infindáveis trajetórias diárias de casa-faculdade/ faculdade-casa;

2) Submissão às inúmeras semanas de provas;

3) Noites mal dormidas, em virtude da necessária submissão às semanas acima citadas;

4)  Necessária elaboração do trabalho de conclusão de curso (TCC);

5) Cansaço, ante o necessário cumprimento das cargas horárias da prática forense.

Suas lutas pessoais

Por outro lado, as “batalhas” de natureza PESSOAL poderão ser denominadas como “batalhas da mente”, considerando o poder de desgaste psicológico que geram. Vejamos:

1) Expectativas de familiares e amigos, vividas na trajetória do curso de direito: Aqui, o estudante de direito passa a pensar que as pessoas apenas acham que a única coisa que ele tem para conversar (ainda que num evento social) é sobre problemas, processos, dúvidas sobre causas, etc.

–  E ai, já passou na OAB? – pergunta um familiar.

– Mas passou cinco anos na faculdade e ainda nada?- indaga outro parente.

Triste constatação, pois as pessoas não imaginam o grau de dificuldade hoje existente no dito exame. Tenho até a certeza de que um grande percentual dos operadores do direito que hoje estão no mercado não teriam condições de aprovação.

2) O “pós-formatura”: aqui, eu diria, é ainda pior, pois a família e a sociedade começará a cobrá-lo pelos resultados…

3) Suas próprias cobranças. Você, certamente, tem suas metas e desejos. Quando se demora a alcançar os objetivos, vem, muitas vezes, o sentimento de frustração.

4) Tentativas anteriores frustradas: Muitos ficam até com vergonha, achando que é um demérito não ter sido aprovado no exame e passam a não mais revelar, perante a sociedade , que tentarão novamente o exame.

Então, se você se identifica com alguma (s) das batalhas acima citadas, seja bem vindo ao planeta terra!!!

Respostas nem sempre fáceis de descobrir

Quer saber por que a trajetória é difícil?

Porque o gosto amargo do árduo caminho a ser percorrido é necessário para que a futura vitória tenha o “sabor de mel”. Pense que, no futuro, não irão perguntar se você fez ou não o exame de ordem 1, 2 ou 10 vezes, mas, sim, se você é ou não advogado!

Pense nisso e não desista… NUNCA!

Grande abraço.

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