XXXII Exame: Falta 1 Semana para o Resultado!

Exame de Ordem pode ter outra banca organizadora! Entenda

Olá, Oabeiros! Aposto que vocês só estão vivendo na espera pelo resultado da OAB no dia 06/09, não é mesmo? Como está esse coração?

Ficar no aguardo do listão pode ser bem estressante, ainda mais porque o resultado não tem um horário padrão para ser liberado. Fica ainda mais difícil controlar a ansiedade, não é?

Mas queremos te dizer o seguinte: independentemente do resultado da OAB, você não está sozinho!

Muita gente passou pelo que você está passando agora e queremos trazer a experiência dos veteranos para te mostrar o caminho das pedras.

Então vamos lá? Temos um monte de informações importantes que vão te ajudar BASTANTE nesse momento!

O que eu preciso saber sobre o XXXII  Exame da Ordem?

Primeira coisa que tenho que te dizer é: a publicação do resultado da OAB está super perto! Já é no dia 6 de setembro de 2021.

Não há horário definido para a liberação dos resultados. Mas lembre-se, é o resultado preliminar, pois o definitivo só sai após a interposição dos recursos.

Sobre isso, aqui vai um recado: o prazo para recorrer começará no dia 09/09 às 00:00, finalizando às 23:59h do dia 11/09. Se for o caso de precisar recorrer — temos FÉ de que não será necessário — não deixe para última hora!

Então fique de olho para não bobear! O resultado definitivo será publicado no dia 24 de Setembro de 2021 e, pode ter certeza, ele trará muito mais nomes do que resultado preliminar.

Fui aprovado, e agora?

Primeiramente, Parabéns! Agora é hora de marcar aquela comemoração virtual com seus amigos e familiares, tendo em vista que a nossa situação atual ainda não permite aglomerações. Uma das melhores partes das aprovações é poder compartilhar a felicidade com quem está na torcida por você. Como o Professor Penante postou no seu Instagram: “Valorize quem acreditou em você quando ninguém mais quis!” (@professorpenante).

E depois? Depois, caro advogado(a), é preciso ir atrás da sua vermelhinha. Você vai ter o primeiro contato direto com a famosíssima OAB – e descobrirá que a instituição é parceira, porém careira. Prepare o bolso!

Com relação à parte burocrática, é necessário juntar os seguintes documentos:

  • Diploma de bacharel em Direito registrado no MEC ou, na sua falta, Certidão de graduação em Direito e histórico escolar.
  • Certificado de aprovação (ou habilitação) no Exame da Ordem;
  • CPF e Documento de Identidade;
  • Certificado de Reservista;
  • Certidão de quitação eleitoral expedida pela Justiça Eleitoral;
  • Comprovante de residência;
  • Biometria para a identidade, a ser preenchida presencialmente;
  • 2 fotos 3×4 recentes, sem moldura e em fundo branco.Quer um dica? Vá logo providenciando a Certidão de graduação em Direito e histórico escolar na Faculdade, pois às vezes demora um pouco para a liberação de tais documentos.

Com relação à parte financeira, já demos o alerta: é uma “facada”. É preciso pagar a taxa de inscrição, a anuidade, assinatura digital e o token.

Vamos aos preços? A taxa de inscrição depende de cada seccional, mas gira em torno de R$ 200,00. Lembrando que isso é só o valor da inscrição, é preciso considerar o custo pela emissão da carteira, prestação do juramento, crianção do certificado digital e por aí vai…

A anuidade não é diferente, irá variar de acordo com a região.

A respeito, tem uma tabela bem legal com os valores de cada Seccional, que fica aproximadamente entre R$ 800,00 e 1 200,00 (com pagamento à vista). Depois vai lá dar uma conferida!

E quando você pensa que acabou, descobre que está enganado… Como falei, é preciso pagar para fazer sua assinatura digital — afinal, nossos processos estão se encaminhando cada vez mais para os meios eletrônicos.

Para usar essa assinatura é necessário adquirir o token — uma espécie de pendrive que viabiliza a utilização da sua assinatura digital nos processos.

Para adquirir assinatura + token paga-se um valor entre R$ 80,00 e 300,00.

Então vamos trabalhar para fazer valer essa pequena fortuna!

Carteirinha da OAB em mãos! E agora, vou para o concurso ou advocacia?

Eis a grande questão! Alguns bacharéis já entram no curso de Direito sabendo a carreira que irão seguir, mas, para muitos, o término da faculdade representa um momento crucial para uma tomada de decisão.

Nem sempre é possível, durante a graduação, ter experiências de estágio, seja no âmbito público ou privado, e isso torna a escolha ainda mais difícil. É importante tentar conversar com pessoas experientes, procurar advogados, professores e concursados que possam te ajudar a tirar suas dúvidas.

Então, nosso primeiro conselho para você é: extraia tudo que puder deles! Essa troca é muito enriquecedora e ajuda a enxergar os próximos passos com mais clareza.

Nosso segundo conselho é: não seja imediatista! É preciso ter em mente que, para qualquer carreira que você decida seguir, serão necessários anos de dedicação e aperfeiçoamento. O resultado o sucesso são meras consequências.

Aqui vai uma curiosidade — em uma das nossas pesquisas com o público da OAB, perguntamos quais objetivos eles visavam atingir nos próximos 5 anos. Concurso ganhou em disparado: 70% dos entrevistados afirmaram que, após passar no Exame de Ordem, iriam focar no estudo para Carreira Pública.

E você, já sabe para que lado vai? Faça uma boa avaliação, mas tenha a tranquilidade de saber que nada é definitivo ou insuscetível às mudanças: nunca é tarde para mudar de estratégia e recomeçar!

Fui reprovado na OAB, e agora?

CALMA! Nem tudo está perdido.

O mais importante de início é: valorize seu estudo. A primeira pessoa que precisa reconhecer seu esforço e dedicação é você mesmo. Sabemos que sua trajetória até aqui não foi fácil e admiramos tudo que você já conquistou e está conquistando. Você tem que perceber isso também!

Segundo: viva seu luto, mas volte RÁPIDO à luta! Não tem nada de errado em se sentir mal. Reprovações acabam deixando a gente para baixo mesmo, mas não se deixe tomar por isso, pois o tempo corre e cada vez mais depressa! Você precisa analisar quais são as suas opções para não perder oportunidades.

Há duas possibilidades para esse momento: a primeira delas é a interposição de recurso.

Nas correções das provas de segunda fase é comum que a Banca deixe de pontuar alguns itens — por vezes, de difícil identificação até mesmo pelo Examinando — atribuindo notas injustas aos candidatos.

Da mesma forma, não são raras as provas com questões dúbias ou polêmicas. Já ocorreu da FGV considerar apenas um artigo, mas aquele você colocou diz a mesma coisa e não foi considerado, ainda que isso não se desprenda de maneira óbvia do texto. Nestes casos, experiência ajuda muito.

Por vezes a prova traz assuntos em que a doutrina diverge e você utilizou o posicionamento minoritário, deixando de levar pontos pela questão, ainda que utilizado o embasamento correto.

Mas os recursos estão aí para isso: nesses caso, sua nota precisa ser reajustada e sua prova precisa ser revista e o instrumento para essa solicitação é o recurso.

Recorrer é um direito seu, então abuse dele! Até porque é gratuito.

  • Não deixe que a insegurança te impeça de ver seu nome no listão após recorrer da prova — e as vitórias não são pequenas.

Recursos

Historicamente, a média de reprovação é de 52%. Alto hein?! No Exame XXXI a média de aprovação final foi de 17,41%, ou seja, uma reprovação de 82,59%. E realmente tem muita gente nesse meio que recebeu notas incompatíveis com suas respostas. Nesse mesmo XXXI Exame, por exemplo, foram quase 2 MIL Recursos DEFERIDOS!

Imagina só, 2.000 advogados que, não fosse pelo recurso que fizeram, teriam que passar por uma segunda prova para poder tirar a vermelhinha

Então fica a lição pessoal, se acreditarem que existe uma chance, AGARREM!

Além disso, não se desespere na hora de interpor o recurso, pois é bem simples.

A interposição é pelo próprio site da FGV/OAB, e a página já deixa os campos separados por etapa da prova. Ou seja, primeiro você coloca a parte da peça, depois das questões. Depois, é só enviar e torcer pelo deferimento!

Outra possibilidade é a de repescagem — trata-se da possibilidade de refazer a prova da segunda fase da OAB, sem necessidade de refazer a primeira.

Tal recurso foi introduzido pela OAB no ano de 2013, e ajuda muito os candidatos que tiveram alguma dificuldade na 2.ª fase de discursivas.

Afinal, o estudo para uma prova objetiva e uma prova aberta são completamente distintos, e faz toda diferença você poder se manter na mesma modalidade de aprendizado.

O valor da inscrição para a repescagem é, via de regra, metade do valor original (até porque será feita apenas uma das fases).

O mais importante nesse momento é que você identifique os erros que cometeu, pois, manter o mesmo estilo de estudo pode ser cansativo e inefetivo. Se você não conseguiu errar as respostas nos artigos, o ideal é ler mais lei seca. Ou se errou o cabimento da peça, é importante focar em simulados. Agora se esqueceu de colocar alguns argumentos na peça, é essencial praticar a sua organização na hora de responder.

Siga firma nos estudos!

Por hoje é isso, pessoal! Esperamos ter ajudado e esclarecido melhor suas dúvidas quanto às diversas possibilidades que surgirão após a saída desse resultado preliminar. Nosso último recado é o seguinte: uma certeza que temos nessa vida é que estudo nunca é demais, seja para recorrer, para fazer a repescagem, para disputar cargos públicos ou para exercer a advocacia.

Lembra daquela velha conversa de mãe? Podem tirar tudo de você, menos o conhecimento! É a nossa preciosidade. Então: invistam, desenvolvam e valorizem o estudo de vocês!

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