O lado ‘obscuro’ do Exame de Ordem

Desde 2010, o Exame de Ordem está sob a batuta respeitável da Fundação Getúlio Vargas. Antes realizado pelo Cesp/UnB, a prova era cercada de críticas em torno da logística complicada e na distribuição geográfica dos locais de prova. Eis que o Conselho Federal da OAB decide por contratar a FGV. A crítica então foi direcionada a “pegadinhas” e questões cercadas de uma complexidade, segundo analistas, desnecessárias. Em meio a isso, soma-se uma crescente onda de polêmicas envolvendo retificação de gabaritos, anulações de questões ou, pior, o uso de questões repetidas em provas da OAB anteriores. Na 1ª Fase do XXIX Exame tivemos, por exemplo, uma questão praticamente idêntica que foi utilizada pela CESGRANRIO em 2012, em um concurso da Petrobras. Isso mostra o lado ‘obscuro’ do Exame de Ordem que vem causando uma crescente inquietude ante os examinandos. Isso reflete diretamente nos elevados índices de reprovação no Exame de Ordem. O fato é que a banca precisa ter mais respeito pelos OABeiros.

Justificativas

Por outro lado, a Comissão Nacional do Exame de Ordem, diz que a prova não é difícil e sim o ensino jurídico brasileiro é que não prepara adequadamente os bacharéis. O Brasil tem mais cursos de Direito do que todos os outros países do mundo juntos. Nosso país possui quase 1500 cursos superiores em Direito enquanto todas as demais nações do planeta oferecem 1100. “É impossível dentro de um universo tão gigantesco de cursos, manter a qualidade do ensino jurídico em alta. Desta forma, o Exame de Ordem se aplica justamente para garantir o diferencial mínimo de conhecimento entre os operadores do direito”, afirma o Conselheiro Federal da OAB, Pedro Henrique Reynaldo, ex-presidente da OAB-PE e um dos idealizadores do selo de qualidade OAB para instituições de ensino.

Índices de aprovação

Desde que o Exame de Ordem foi unificado, a média história de aprovação é de 18,81%, segundo dados da própria banca da FGV. Os números demonstram que não é fácil ser aprovado na obrigatória “sabatina”. O IX Exame unificado, por exemplo, em 2012, aprovou menos de 11% dos inscritos. Mas, difícil não é impossível. O segredo é justamente fazer da dificuldade o combustível e buscar apoio técnico-pedagógico para vencer esta empreitada.

A teoria da conspiração e do chororô

Muitos daqueles que não são aprovados no Exame de Ordem lançam mão de várias teorias para justificar o insucesso. Já ouvi examinando dizer que o Exame só existe para arrecadar pecúlio financeiro para a OAB. Ou que tudo é um acordão entre instituições de ensino e ministério da educação, para facilitar a abertura de novos cursos. Mas a grande verdade é que a choradeira só pode ser estancada diante de muito estudo e dedicação.

Hora de arregaçar as mangas

Levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. A vida pode e deve imitar a arte. Se você não foi aprovado no ultimo Exame de Ordem, vai fazer a repescagem ou refazer tudo a partir do próximo Exame unificado, é hora de praticar o que diz a musica, tirar a inhaca e se dedicar um pouquinho mais. A reprovação não significa fracasso ou perda de tempo, afinal são três provas por ano e hora ou outra você consegue. Todavia, o estudo é fundamental. Revise tudo e aprimore seus conhecimentos nesta fase que antecede a etapa subjetiva da Prova OAB. Conte com o Portal Exame de Ordem para turbinar a sua preparação e ajudar você na tão sonhada aprovação no Exame Unificado da OAB.

Bons estudos.

Joffre Melo

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