O advogado que eu quero (ou preciso) ser

Segundo Émile Durkheim, o papel social define a estrutura social como um conjunto de normas, direitos, deveres e expectativas determinantes para o comportamento dos indivíduos junto ao grupo ou organização. Nesse sentido, os papéis sociais conferem um status que não é problematizado pelos que recebem tais classificações e atribuições. Seria essa teoria válida para a advocacia?

há um conceito que é apresentado a praticamente todos os estudantes de Direito logo no início da faculdade: a imagem e o formalismo no ambiente profisisonal jurídico. De uma certa forma, ou mesmo de várias, nos é inserido na cabeça a necessidade de ingressar dentro de um padrão que remete a um certo tipo de circunspecção e sobriedade, pretensamente característicos dos operadores do Direito. E isso é internalizado por muitos, muitos mesmo.

Já nos primeiros contatos com o exercício da profissão (seja com estágio, monitoria ou trabalho voluntário), o bacharel em Direito se depara com padrões de comportamento e aparência, bem como expectativas sociais e estereótipos atrelados à figura do advogado.

A professora de Direito Constitucional do CERS Flavia Bahia  explica que a profissão do advogado está cercada por formalismos que seguem o Direito há muitos anos. “Lógico que o foco principal deve ser sempre desenvolver bem seu trabalho, estar atualizado, estudar muito, porém alguns detalhes devem ser também levados em consideração. Como a profissão é muito tradicional, exige-se do advogado uma postura e imagem condizentes com a atividade exercida. Como o ambiente da Justiça é formal, pede trajes elegantes e discretos. Os advogados geralmente devem usar roupas sociais quando comparecem às audiências e as advogadas devem evitar roupas curtas e decotadas demais, por exemplo”, declara Flavia.

De acordo com a professora, o excesso de formalismo também é uma tendência e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) concedeu liminar em janeiro de 2015 para desobrigar advogados de usar terno e gravata durante sessões de julgamento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, com sede na capital fluminense. Segundo o referido órgão, a falta do terno e da gravata não interfere na liturgia das audiências. “Não usar paletó e gravata nas dependências dos tribunais, ainda que esse seja o traje tradicional para os homens, não fere o decoro, sendo certo que a liturgia dos atos das audiências e sessões está garantida pelo rito e não pelos trajes daqueles que participam da mesma, quando o terno e gravata são substituídos por outro traje social, ainda mais com as altas temperaturas registradas neste verão”.

O advogado que eu quero ser X O advogado que eu preciso ser

tais padrões não são fundamentais para alcançar o sucesso na advocacia, pelo contrário, essa visão precisa ser abandonada, e isso porque vivemos em uma nova quadra temporal e social.  Na verdade, o estudante de Direito, sobretudo aquele que está em busca da carteira da OAB, deve atentar-se aos seguintes paralelos para ampliar sua visão acerca da profissão e, assim, tornar-se um advogado bem-sucedido:

Oportunidade x Ameaça

Os problemas apresentados pelos clientes podem ser encarados como oportunidades. É tudo uma questão de perspectiva: das pequenas às grandes decisões junto ao cliente, o advogado pode dar um tom positivo às questões, de forma tal a alcançar sua solução de forma mais simples. Isso é uma forma importante de conquistar a confiança dos seus clientes.

Progresso x Perfeição

Ninguém pode atingir a perfeição. Por isso, um advogado bem-sucedido se esforça em progredir, desenvolver suas habilidades e sempre se atualizar. É necessário que o profissional busque conhecimentos não-jurídicos com a mesma intensidade que estuda Direito, conhecimentos como gestão, marketing e liderança fazem parte de rol de habilidades de um profissional completo. Dar continuidade aos estudos após conseguir a carteira da OAB é fundamental.

Paixão x Dinheiro

O advogado de sucesso segue sua paixão. Seu trabalho é sua vocação. O dinheiro vem quando as pessoas reconhecem esta paixão e investem nela.

Flavia Bahia também reforça os pontos abordados acima: “entendo que o estudo constante, a necessária atualização e a sensibilidade para compreender as necessidades do seu cliente são os fatores mais importantes para o sucesso na profissão”, explicxa a professora. Ser advogado exige apenas conhecimento e muita força de vontade para lutar pela justiça. Os bacharéis que se preparam para a OAB precisam acreditar em si mesmos, independentemente dos estereótipos formados ao longo dos anos. Pensar fora da caixa é um das chaves para o sucesso.

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