OAB debate Exame de Ordem com Instituições de Ensino

O Conselho Federal da OAB realizou esta semana um encontro para debater a importância do Exame de Ordem para a sociedade em geral. O evento teve ainda como foco ouvir as instituições de ensino superior em busca de melhorias para a avaliação dos bacharéis em Direito no Brasil. O encontro, intitulado “Diálogo da OAB com as Instituições de Ensino Jurídico”, foi organizado pela Coordenação Nacional do Exame de Ordem e contou com a participação de especialistas da OAB e representantes de instituições de ensino superior de todo o Brasil. Os debates analisaram dados e informações relativos ao Exame de Ordem, como estatísticas de aprovação e reprovação, além da importância das novas diretrizes curriculares do curso de Direito, que entram em vigor de forma obrigatória a partir de 2021. Desta forma, somente daqui a dois anos é que teremos mudanças na Prova da OAB. De momento tudo fica na mesma enquanto a OAB debate Exame de Ordem com Instituições de Ensino.

OAB debate Exame de Ordem com Instituições de Ensino

Durante as conversas, a OAB reforçou também a necessidade de um freio nas autorizações para abertura de novos cursos jurídicos no Brasil. A ideia é medir e aprimorar a qualidade dos cursos já existentes antes de permitir a entrada de novas faculdades de Direito no mercado de ensino no Brasil. Esta é uma das mais antigas e recorrentes queixas da OAB junto ao MEC. A Ordem vem fazendo críticas sistemáticas a abertura de novos cursos de Direito ao mesmo tempo em que luta para que seu parecer tenha força de veto, na hora de avaliar os cursos jurídicos no Brasil.

Diálogo importante

De fato esta nova gestão, principalmente quando a OAB debate Exame de Ordem, é muto mais aberta do que nos tempos de Lamachia. O secretário-geral da OAB e atual coordenador nacional do Exame de Ordem, José Alberto Simonetti, afirmou que o evento permitiu um aprimoramento no debate da entidade a partir de um contato direto com os representantes das faculdades de Direito. “Recebemos muitas sugestões para melhorias e para pensar alterações no Exame de Ordem, sendo fundamental esse diálogo com as instituições de ensino. O ponto principal é que todos se mostraram preocupados com os índices de qualidade e pensam em estratégias para melhorar o ensino jurídico no Brasil. Vale ressaltar que não existem mudanças a serem implementadas de imediato. Todo esse processo se dará no tempo necessário”, avaliou Simonetti.

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