OAB faz críticas ao ministro da justiça

Mais um round na “luta” entre a OAB e o atual governo brasileiro. A relação segue estremecida desde o período eleitoral onde o então candidato Jair Bolsonaro constantemente fazia críticas a entidade. O ápice do ranço se deu com a edição da PEC 108 que limitava a atuação de conselhos profissionais, entre estes a OAB. Todavia, a Ordem trabalho silenciosamente nos bastidores e conseguiu escapar na MP, inclusive com apoio de outros conselhos. Parecia que vinha um período de calmaria, todavia a OAB voltou a subir o tom crítico contra o governo e desta vez o alvo foi o ministro da Justiça Sérgio Moro. Na última sexta-feria, o  presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, disse que o ex-juiz “banca” o chefe da quadrilha de hackers e “aniquila a independência” da Polícia Federal (PF) por conhecer o conteúdo das mensagens de autoridades, apesar de não serem investigadas pela polícia. Portanto, a OAB volta a atacar o governo federal.

OAB volta a atacar o governo federal

Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, Santa Cruz se dirigiu ao ministro Moro dizendo que “Ele usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe de quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas”. Na quinta-feira (25/07/2019), ao ter conhecimento da invasão dos aparelhos telefônicos de ministros, desembargadores, procuradores e parlamentares, Moro teria ligado para os colegas para comunicá-los dos crimes.

Alvo recorrente

A OAB foi uma das entidades a recomendar o afastamento do juiz com o vazamento de mensagens entre Moro e procuradores da Lava Jato. “Muitos disseram que a OAB foi açodada quando sugeriu o afastamento do ministro, exata e exclusivamente para a preservação das investigações”, comentou Santa Cruz. Em entrevista coletiva nessa quarta-feira (24/07/2019), a PF informou que a investigação inicial detectou “ao menos 1 mil” celulares que teriam sido clonados pelo grupo. Os acusados seguem presos em Brasília e cumprem prisão temporária.

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