Dia dos pais e filhos Advogados

Hoje é um dia muito especial. Dia dos pais. Nossa grande homenagem aos papais e filhos, principalmente os advogados. Muitos dizem que o Direito está impregnado no DNA. Não sei se é o caso, mas é muito comum os filhos seguirem a carreira dos pais ou, ao menos, serem influenciados pelo trabalho diário daqueles que convivem tão perto um do outro. Eu mesmo, antes de seguir a carreira de jornalista, ingressei nas Ciências Agrárias, graças a meu pai, Engenheiro Agrônomo. Era bacana, quando em tempos de eu menino, ver meu pai ser chamado de “doutor” pelos pequenos agricultores que recebiam suas orientações técnicas no campo. Penso que com os “doutores” Advogados o sentimento deveria ser o mesmo: um misto de admiração e desejo. Desejo de seguir o mesmo caminho. E assim se constrói uma história de Quando pais e filhos são Advogados.

Leia também: STJ aumenta honorários advocatícios.

Buscando a própria identidade

Em conversa com um famoso Advogado pernambucano, Rômulo Saraiva, especialista em direito previdenciário, descobri algo que permeia o pensamento dos futuros operadores do direito quando, enfim, resolvem seguir os passos do pai ou da mãe, advogados. A dúvida surge sobre que caminho seguir no tocante ao ramo do direito. “Meu pai sempre advogou na área trabalhista. Era o meu caminho natural, praticamente fui arrastado para ele. Mas, como o passar do tempo, vi que me respeitavam porque eu era filho de um grande jurista. Eu queria mais do que isso e, assim, me permite fazer uma nova escolha e em apaixonei pelo direito previdenciário”, resume Rômulo, que atualmente advoga no ramo previdenciarista em Recife e São Paulo.

O exemplo que vem de casa

Ulisses Correia Malta Filho é advogado trabalhista em Alagoas. Ele é neto e pai de advogados. “Meu pai é do interior de Pernambuco e foi um rábula (antigo advogado sem formação superior) renomado. Mesmo sem formação superior, era profundo estudioso das ciências jurídicas e teve vários clientes em um tempo onde se exercia a advocacia mesmo sem ser formado”. Dr. Ulisses era consultado até mesmo por magistrados, tamanho era o seu conhecimento na década de 1930. “Passava a férias com meu avô e sempre via ele trabalhando, atendendo o povo, dando orientações. Aquilo me fascinava e, assim, larguei a faculdade de medicina e me tornei advogado”. Ulisses Correia Malta Filho tem três filhos, todos juristas e jura que nunca influenciou os descendentes.

Lição de vida

Mas nem sempre é fácil trilhar a mesma carreira que os pais. Não se enganem, a cobrança é muito maior. Por serem mais experientes e conhecedores do trabalho, os pais tendem a exigir ais de seus “pupilos”. E para complicar ainda mais, a cobrança da sociedade também é gigantesca. “Quando eu chegada no fórum, os servidores logo vinha me cumprimentar por causa do meu pai. Diziam o quanto ele era respeitado por seus conhecimentos notáveis da lei e, naturalmente, queriam o mesmo de mim. Isso contribuiu para que eu me esforçasse bastante para ser reconhecido como eu mesmo e não somente como filho do meu pai. Mas não nego meu orgulho por ele”, conclui Rômulo Saraiva.

 

 

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